Nossa “correspondente” de Outubro

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Nossa “correspondente” de Outubro

O que falar

“Quando me pedem para falar sobre o intercâmbio sempre fico sem saber por onde começar porque tudo foi muito importante e maravilhoso. Cada detalhe da escolha pela cidade, escola, pesquisas e etc. E até a escolha da Andrea foi algo impressindível para que tudo acontecesse tão perfeitamente. 

O que indico

As minhas primeiras pesquisas sobre Vancouver sempre apareciam o Stanley Park, pôr do sol na English Bay e a Grouse Mountain!! Paradas OBRIGATÓRIAS em Vancouver. Percorri toda a orla do Stanley Park, foram 11km num sábado ensolarado e quente do verão.Passeio MARAVILHOSO, uma vista mais linda que a outra. Uma vibe muito boa!! E o pôr do sol na English Bay veio num dia especial também, foi num dos dias do Firework Festival (Honda Celebration of Light), assisti um pôr do sol LINDO e depois um show de fogos de artifícios!! Depois disso fui para casa caminhando tranquilamente pelo centro, pegando o metrô e depois o ônibus!! Essa é uma das coisas que eu mais sinto falta no meu dia a dia. Fazer coisas à noite com segurança e tranquilidade. Quero muito ir para Vancouver novamente com meu marido e viver tudo isso de novo na companhia dele. E sei que se eu precisar de uma mão, a Andrea estará aqui para me auxiliar!!! 

Minha dica 

Se você tiver a oportunidade de fazer intercâmbio não pense duas vezes, vá!! Vá viver essa experiência maravilhosa!”

Mãe sofre, for sure…

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MÃE SOFRE, FOR SURE…

Esta semana encontrei uma amiga, cuja filha de 16 anos foi para um temporada de 6 meses no Canadá. Foi não faz 1 mês, como ela mesma me disse, e minha amiga já está sentindo muito esta distância.

Nosso pequeno, mas profundo, bate-papo em pé, ao lado dos nossos carros, me fez viajar no tempo e relembrar quando minha filha mais velha, com 15 anos, foi fazer seu 1 ano de High School.

Este post são para vocês, mães como eu, que já passaram por esta fase da vida, desta despedida, deste mix de sentimentos. Ou para as mães que ainda não passaram ou as que pensam que nunca passarão. Pode ser até que nunca passem, mas nos dias de hoje, nossos filhos são mais filhos do mundo do que nunca e quando mal esperamos a idéia do intercâmbio nos chega ao colo. E ai? Como administrar o desejo de acorrenta-los ao pé da cama?

Como disse anteriormente, minha amiga está sentindo a mudança da rotina da casa, já emagreceu 2kg, fica com o estomago embrulhado todas as noites quando senta a mesa para jantar, fica angustiada quando escurece, pois está, sem saber o que acontece com a filha. “- Acreditas que ela não me escreve todo o dia? E quando comento com ela a respeito, ela diz: “Mãe, não precisamos nos falar todos os dias…”

Rindo para não chorar, né?

MIX DE SENTIMENTOS

Não há como negar que sentimos falta deles, mas não podemos esquecer que nossos filhos viajarem pelo mundo, é uma oportunidade ímpar, rica, cheia de experiências novas. Eles amadurecem, se tornam independentes, se tornam pessoas melhores sim. Passam a ter uma nova visão de mundo e do seu mundo. 

Entretanto no meio de todas estas vantagens, alegrias, orgulho e outros sentimentos, nós pais sofremos. 

E no meu caso foi sofrimento duplo, triplo. Afinal ver minha filha caçula, na época com 7 anos, se despedindo da pessoa mais importante na vida dela: sua irmã, me deixou acabada. Eu tendo que embarcar com a Rafa e não podendo abraçar, apoiar a Nick. Certamente, se pudesse, teria me repartido em duas.

Sofri por mim e por elas. A sorte que minha mãe veio para São Paulo e ficou na minha casa até eu voltar. Sim, eu acompanhei a Rafa até Toronto. Fiquei quase 10 dias por lá. E nem vou falar da minha despedida em solo Canadense, tá?

Minha caçula chorou de Guarulhos até pegar no sono, quase chegando em casa. E ela chora sempre. Claro que não nas mesmas proporções, mas já não vamos ao aeroporto para levar Rafa quando ela vem passar as férias conosco. Nos despedimos em casa e meu marido segue a Guarulhos.

Mas voltando ao mix de sentimentos.

Com toda a certeza, esta oportunidade de morar fora, de intercambiar, seja para estudar um outro idioma, fazer High School, College ou Universidade, é uma experiência única, de amadurecimento para o aluno e para nós pais.

Ficamos muito felizes por poder propiciar aos nossos filhos esta viagem, embora um pouco de tristeza nos acomete também.

E aí chegarei ao ponto que desejo. Este sentimento  ‘e normal. 

E os pais, cujos filhos decidem estender sua permanência? Ou até mesmo aqueles que decidem não voltar, como a minha? Com ficamos?

Antes de mais nada, quero deixar bem claro, que estou super feliz pela decisão da Rafa, que já esta no 3o ano de faculdade. Me orgulho muito da minha Canadense. O ponto aqui é como administramos nossos sentimentos. 

Aliás  quero mesmo é falar mesmo de nós, as mães.

NÓS, AS MÃES

Depois que o avião decola, nossa relação com nossas filhas, nunca mais será a mesma.

Nossa cultura Brasileira de criar filhos em casa, embaixo das nossas asas até casar vai por água abaixo. Aquela convivência diária, refeições juntas, broncas, risadas, cinema, mandar arrumar o quarto, casa cheia de amigas, som alto… Esquece!!  Vai ficar um silencio, quarto vazio, coração em frangalhos.

Teremos que mostrar “maturidade”, pois ninguém entende estes nossos sentimentos.  Muitos acham que estamos tristes por elas não estarem bem, parece que mandamos elas para um sacrifício. Fiquem tranquilos, sabemos de tudo, que nosso maior tesouro está bem, está feliz, aproveitando, curtindo tudo. Ainda assim, ficamos tristes. Sabem por que?

POR QUE FICAMOS TRISTES

Ficamos tristes por que somos mães. Mães amarão sempre seus filhos. Eles sempre serão nossas crianças, nos preocuparemos com eles até mesmo quando já forem adultos.

Essa tristeza não ocorre por que foram fazer intercambio. Isso vai correr também quando casarem, forem morar sozinhos. 

O diferencial do intercambio é que estão longe, ficando mais difícil aparecerem nos fins de semana.

Mas o incrível é a reação das pessoas de fora quando veem as mães encherem seus olhos de lagrimas ao falarem dos filhos que estão longe.  “- Mas ela esta bem, feliz, uma oportunidade linda que vocês estão proporcionando….”

E ai? So what?

Nós mães sabemos a que me refiro. Este mix de sentimentos é inerente a quem ama , se preocupa. O fato deles estarem bem, felizes, realizados, não nos tira o direito de sentir saudade, sentir falta da convivência, do cheiro, dos beijos e abraços. Até da bagunça e do som alto sinto falta..hahahaha

Queridas mães, não é fácil  nosso papel nesta transição criança/adolescente/adulto e ainda mais se tudo isso ocorre longe dos nosso olhos.

Mas o importante é eles saberem, não importa onde estejam, nós sempre estaremos aqui por eles, para eles.

Pagamos um preço alto com esta distancia, perdemos convivência, já não participamos da vida deles como antes, mas ao vê-los se tornando adultos melhores, seres humanos de caráter, enfim, motivo de muito orgulho para nós pais, vemos que tomamos a decisão certa.

Quando digo às famílias que chegam a mim, procurando intercambio para seus filhos, que entendo seus sentimentos, é por que os sinto também.

Em resumo, não tenham vergonha dos seus sentimentos. É normal se sentir assim.  E quando a saudade apertar muito, e aquela lágrima teimar em rolar, não se preocupe. Estamos juntas!

E quando seus filhos voltarem, tudo isso sera passado e só as boas lembranças ficarão.